apenas havia uma pequena mesa de cabeçeira onde havia um candeeiro, a luz não chegava nem para iluminar metade daquele quarto, era tão fraca. fui até essa mesa e abri a primeira gaveta, vi um frasco com comprimidos, devia chegar para o que eu queria fazer..
peguei o frasco, abri e tomei os comprimidos todos. deitei-me no chão, já nada iria fazer com que eu ficasse ali.
acabei por desmaiar, e a pulsação parou. mas mesmo assim, eu conseguia ouvir tudo á minha volta.
- lisa ? LISAAAAAAAAAAAAA - gritou o Tom, vindo do nada no meio da escuridão, eu podia ouvir a sua doce voz a ecoar na minha cabeça.
ele pegou-me ao colo, e levou-me para a casa de banho. colocou-me dentro da banheira e fez-me vomitar tudo o que tinha tomado á umas horas atrás. vomitei, e tossi.
- lisaaaaaaaaaaaaa ? -disse ele, alto.
- sim -disse entre soluços entre o choro.
ele agarrou-me e voltou a levar-me para o quarto, deitando-me na cama.
- porque fizes-te isto ? -perguntou-me.
- não quero mais estar neste mundo ok ? os meus pais vao vender esta casa, e a minha avó está muito mal. e eu sinto-me mal, mesmo sem ter acontecido nada de mais, sinto-me mal.
ele sentou-se na cama, e com lágrimas nos olhos falou :
- eu estou aqui, mas se quiseres eu deixo-te, eu vou embora. não posso ir embora daqui porque esta é a minha casa. mas eu deixo de aparecer no teu quarto, na tua vida, eu deixo. eu importo-me mais contigo e com os teus sentimentos do que com os meus. eu sei que nos conheçe-mos á muito pouco tempo mas tu despertas-te em mim sentimentos que não sentia á muito.
começou a chorar baixinho e a olhar-me nos olhos. eu simplesmente encarei-o e deitei lágrimas ao ouvi-lo.
- eu amo-te, pronto já disse, não fiz nenhuma desmostração romantica, de algum genero como todos os rapazes custumam fazer, só te posso dar o meu amor.
o meu coração acelarou, mas mesmo assim não consegui sorrir.
« PORQUE ? PORQUEEEEEEEEEE ? porque aquele rapaz, porque aquele sitio, porque !? isto nao me faz bem. » -pensei.
senti-me muito fraca sem fazer nada. estranho.
- mas Tom, tu és a escuridão ! -disse alto, encarando-o com lágrimas nos olhos.

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